CULTURA SEXUAL

  

Picasso - Os amantes

           

            Pode-se dizer que é uma pitada de ousadia tratar de temas pertinentes à sexualidade. Sobre sexo, muita gente fala em rodas de amigos, companheiros de trabalho, estudo, geralmente com conotação jocosa, presunçosa, bem aquém da seriedade que envolve o tema. 

            A palavra sexo chama a atenção de qualquer pessoa. Escrita num outdoor, faz muita gente lhe dirigir o olhar. Os e-mails, principalmente slides enviados, despertam a curiosidade quando uma tarja informa: sexo. Por que? Os humanos são seres sexuados. A sexualidade afeta o comportamento pessoal, a interação com o outro e o relacionamentos com Deus. As emoções, pensamentos, sensações físicas, afeições, anseios por determinados relacionamentos, tudo influi no significado da palavra sexo na vida do ser humano. 

            A sexualidade é uma chave da natureza saber como Deus deseja que a criatura relacione-se com o Criador e as criaturas. Por muitos é desconhecido o fato de que a sexualidade implica mais no relacionamento humano do que no ato sexual em si. Se isso fosse compreendido por mais gente, as relações humanas seriam bastante diferentes do panorama que se tem hoje. 

            A voz do Criador tem sido muitas vezes distorcida. As vozes da cultura, das experiências humanas sem limites fizeram com que a voz de Deus se tornasse confusa. Mensagens e imagens que manipulam os desejos naturais estão em quase todos os lugares. As subliminares entraram no horizonte de tudo o que está ao alcance dos olhos. E, apesar de provocarem efeitos grandiosos, sem muito alarde inicial, detém influência em todas as idades e classes sociais. 

            Uma voz cultural, ecoada pelo modismo, grita que a realização sexual é a chave para a felicidade do homem e mulher modernos. É comum chacotear quem afirma ser virgem. Virgindade, para alguns, é coisa do tempo dos Tiranossaurus Rex. Adolescentes de 14, 15, 16 anos se apresentam como experts em matéria de sexo. Pode-se concluir que o desejo é realmente disseminar a mensagem de que não é possível considerar uma pessoa realizada se não tiver uma vida sexual ativa e prodigiosa. Há quem diga que o sexo é uma função normal, biológica, que deve ser suprida como as necessidades de comer e beber. Que seja normal tudo bem, mas que deva ser suprida como necessidade vital é exagero. Ninguém morreu de abstinência sexual. 

            Adentrando no mérito do matrimônio, para muitos não há uma ligação real do sexo com o compromisso do casamento, fazendo com que o sexo torne-se recreativo e os parceiros, objetos. E aí, a consciência (pelo fato de ser “elástica”) vai “alargando-se” de tal modo que se relativiza quase tudo.  

            Será que tudo isso acontece por acaso? Desde o momento do nascimento, os bebês, as crianças começam a receber mensagens distorcidas sobre a sexualidade própria do ser humano. É comum observar as crianças, desde cedo, aprenderem os nomes corretos dos membros do corpo: olho, boca, nariz, braço…, com exceção, dos órgãos genitais, que recebem apelidos. Isso transmite a mensagem que, de alguma forma, são misteriosos, constrangedores ou sujos. Infelizmente muitos vivem sob a influência dessas vozes culturais que causam impactos negativos. 

            A liberdade sexual apregoada no início dos anos 60 (“é proibido proibir”) converteu-se em libertinagem e acabou por invadir com força os rincões mais longínquos, as famílias cristãs, todos os ambientes. 

            Vale perguntar-se sobre como são transmitidos hoje, os conceitos a respeito da sexualidade  que as pessoas carregam consigo por toda a vida? Estes vão influenciar ou, até mesmo, determinar a conduta de cada pessoa. Faz-se importante inteirar-se sobre todo o universo da sexualidade e desenvolver um pensamento sadio acerca dessa realidade querida por Deus e tão determinante na vida humana. 

 

Rafael Uliano

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Uma resposta to “CULTURA SEXUAL”

  1. Tarcisio Bitencourt Says:

    Caro Rafael, muito interessante a sua matéria sobre “sexo”. Segundo os especialistas no assunto, sexo está entre as “orelhas” e não entre as “pernas” como muitos desinformados acreditam. A banalização da sexualidade é tão gritante que os adolescentes e jovens( muitos adultos também) falam em “transar” para um relacionamento sexual. Quanta pobreza de espírito; quem transa são os animais irracionais, quando o macho procura a fêmea que está no cio, com o objetivo de procriar, manter a espécie. No relacionamento sexual humano, mais que a atração física deve convergir afetividade, entrega, sonhos, fidelidade e realização de um no outro e vice-versa. Infelizmente os formadores de opinião via mídia influenciam negativamente nossos jovens, nós, pais, devemos estar atentos e dar uma boa educação sobre a sexualidade para nossos filhos. O estado é laico, então que não se meta a simplesmente distribuir “camisinhas”; se o estado quer colaborar, invistas na educação para a sexualidade nas escolas. Aos pais cabe o direito e o dever de educar os filhos. Abraço,
    Tarcisio.

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