DE QUE LADO ESTOU?

O Amigo

         Fatos habituais fazem parte das lições com que a pessoa humana tem contato a cada dia. São diversos, acontecem na família, na comunidade de vida, no ambiente de estudo e/ou trabalho… Às vezes, esses fatos põem em cheque pessoas muito próximas de nós. Até percebemos o equívoco desse amigo, mas não proporcionamos uma reflexão em torno do tema com ele, pois preferimos ser simpáticos a trabalharmos com a verdade. A atitude, o gosto humano quase sempre é defender, proteger, blindar aqueles que estão próximos de nós. Trata-se de instinto humano?
          O fato é que isso realmente acontece com muita gente. Contudo, um questionamento: de que lado estou? Da verdade ou da simpatia? Daquilo que parece óbvio, claro, tangível, experimentável, ou daquilo que é maquiagem, roupagem, exterioridade, aparência?
         Refletindo em busca de uma resposta para a questão, cristãmente somos exortados a trilhar pelas veredas da verdade. Ensina-nos São Paulo: “Por isso, renunciai à mentira. Fale cada um a seu próximo a verdade, pois somos membros uns dos outros” (Ef 4,25).
         Assim, embora se apresente como um desafio, dizer a verdade e não enganar o semelhante é uma constante provação. Desarmados, encararmos de frente, mesmo as pessoas mais próximas, com verdade na mente, no coração, na língua, no olhar. Quando isso realmente acontecer, não forçadamente, então sim teremos segurança para dizer que somos e temos amigos. A amizade acontece entre pessoas que, entre si, têm jogo aberto, onde há possibilidade de diálogo com correção fraterna, sem que aconteça um abalo no relacionamento. Evidente que a verdade está abaixo da caridade. Há momentos em que o dizer a verdade pode causar prejuízos emocionais. Então deve prevalecer a caridade, a compreensão, a espera do momento propício.
         Deus nos vê e nos conhece por dentro. Fechar-se, isolar-se é suicidar-se socialmente. Por isso, é necessário ter amigos com os quais podemos nos relacionar verdadeiramente e não simplesmente com atos maquiados de simpatia, porém sempre com caridade. Quem confia, aceita que se lhe fale verdadeiramente, sem subterfúgios.

Rafael Uliano

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Uma resposta to “DE QUE LADO ESTOU?”

  1. Sonia Says:

    Bom dia! Uma bela reflexão sobre a amizade… As pessoas deveriam aceitar e compreender que somos obra de Deus e como Ele agir sempre com amor, pois a cada dia Deus se manifesta em nós com maior perfeição e nos fortalece para recebermos a paz em meio a tempestade.
    Um abraço de quem te admira e torce muito para que a fé seja cada vez presente em sua vida.
    Sonia

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