NINGUÉM NASCE PADRE

Ord Diaconal

…..No dia 14 de março deste ano 2013, um dia após a eleição do Papa Francisco, tive a graça de ter minhas ordenações marcadas, por Dom João Francisco Salm – nosso bispo. A ordenação diaconal ficou para o dia 26 de maio, às 15h na igreja São Francisco de Assis do bairro Monte Castelo em Tubarão, onde desde 2011 faço experiência pastoral. A presbiteral (sacerdotal) acontecerá no dia 31 de agosto, também às 15h na igreja Nosso Senhor do Bom Fim de Braço do Norte, minha cidade natal, onde residem meus pais.
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Mas qual a diferença entre o diácono e o padre? Os diáconos têm funções importantes desde a Igreja primitiva e, assim como os padres e também os bispos, recebem o sacramento da Ordem. Entretanto, o diaconado é o primeiro grau do sacramento da Ordem. O presbiterado (padre) é o segundo e o episcopado (bispo) é o terceiro. Pode-se dizer que são três degraus, no mesmo serviço ao Evangelho, mas com funções próprias, diferentes.
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Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a principal função do diácono é “ajudar e servir”. Na ordenação de um diácono “são-lhes impostas as mãos, não para o sacerdócio, mas, para o serviço”, conforme o Catecismo. Neste caso, apenas o bispo impõe as mãos sobre o ordenando, significando que o diácono está diretamente ligado a ele. Na ordenação presbiteral, além do bispo, todos os padres presentes impõem as mãos sobre o ordenando.
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O diácono tem suas vestes litúrgicas diferentes das dos padres e bispos. A estola é transversal, e não vertical. Também pode usar a dalmática, que é diferente da casula dos padres e bispos. Cabe dizer ainda que existem dois tipo de diáconos: os transitórios e os permanentes. Os transitórios são homens que se preparam para o sacerdócio. No meio do caminho e antes de receberem a ordenação sacerdotal, recebem a ordenação diaconal. Depois de um tempo atuando como “ministros ordenados”, recebem o segundo grau da ordem, o presbiterado. Os permanentes são homens que não estão caminhando rumo ao sacerdócio. Geralmente são homens casados há um bom tempo, com ativa participação nas atividades da Igreja e vocação para as obras sociais e de caridade.
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Todavia, diante disso, cabe dizer que ninguém nasce padre! Há um itinerário a ser percorrido, de discernimento vocacional e preparação humano-afetiva, pastoral-missionária, espiritual e intelectual. São longos anos de formação recebida no seminário, precedida da convivência familiar. No meu caso, fui coroinha dos sete aos quinze anos e em 2001 ingressei no Seminário Nossa Senhora de Fátima em Tubarão, onde cursei o Ensino Médio. No ano 2004 fui para o Seminário Propedêutico Sagrado Coração de Jesus, em São Ludgero, onde com outros dez colegas, fizemos a preparação para o ingresso no chamado seminário maior (Filosofia e Teologia). Durante aquele ano, fiz experiência pastoral na Paróquia São João Batista de Grão Pará. Em 2005 iniciei a graduação em Filosofia na cidade de Brusque, onde os trabalhos pastorais foram desenvolvidos na comunidade Santa Catarina de Alexandria, da Paróquia Santa Teresinha de Brusque. Concluída esta etapa, tive a oportunidade de um ano de estágio pastoral, na Paróquia Santa Otília de Orleans. Em 2009, iniciei a graduação em Teologia em Florianópolis. Ali, foram quatro anos de um profundo debruçar-se sobre o estudo da Fé e tudo aquilo que lhe é inerente. Nos dois primeiros anos fiz experiência pastoral em São Ludgero e nos dois últimos (continuando até agora) na Paróquia São Francisco de Assis de Monte Castelo, em Tubarão. Durante este período final da formação ordinária, tive a oportunidade também de cursar especialização em Direito Matrimonial Canônico, no Rio de Janeiro, no período de férias, bem como fazer uma pequena, porém rica experiência missionária no Estado do Amazonas, durante 30 dias.
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Percebe-se assim, que a trajetória de preparação para o ministério ordenado é longa, mas vale à pena! Ao mesmo tempo em que muito se aprende, muito se percebe também que mais devemos estar abertos ao conhecimento e a formação permanente, como nos pedem as diretrizes para a formação presbiteral da CNBB.
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Agradeço a todos pelas orações, amizade, ensinamentos e colaboração para com os nossos seminários e paróquias. Deus seja louvado por tantos benfeitores que colaboram com nossa Diocese de Tubarão na formação dos futuros padres. Enviai-nos, Senhor! Sacerdotes segundo o vosso coração. A messe é grande, os operários são poucos! Mandai, Senhor, operários para a vossa messe.

Rafael Uliano

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Uma resposta to “NINGUÉM NASCE PADRE”

  1. Sergio Sebold Says:

    Rafael, estarei em pensamento e orações nos futuros eventos. Deus seja louvado. Se Ele me permitir, estarei em Braço de Norte, onde tive minhas primeiras lições de fé e gratas lembranças. Abraço Sergio

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