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MISSÃO QUE NASCE NA FAMÍLIA: FAZER BRILHAR A PALAVRA DA VERDADE

26/10/2012

……O mês das missões, deste ano, está repleto de significados. A recordação do 50º aniversário do Decreto conciliar Ad gentes que trata da atividade missionária da Igreja, a abertura do Ano da Fé proclamado pelo papa Bento XVI e o Sínodo dos Bispos, sobre o tema da nova evangelização, contribuem para reafirmar a vontade da Igreja de empenhar-se com maior coragem e ardor na missão além fronteiras, para que o Evangelho chegue até os extremos confins da terra. “Os homens que esperam Cristo ainda são numerosos… Não podemos ficar tranquilos, pensando nos milhões de nossos irmãos e irmãs que vivem sem conhecer o amor de Deus”. A missão é necessária e urgente!
……O papa Bento XVI, ao inaugurar o Ano da Fé, afirmou que o Senhor “envia-nos nas ruas do mundo para proclamar o Seu Evangelho a todos os povos da terra” (Carta apostólica Porta Fidei, n. 7). Este é um dever que a Igreja recebeu de Jesus Cristo “a fim de que as pessoas possam crer e serem salvas”.
……Precisamos voltar ao mesmo zelo apostólico das primeiras comunidades cristãs que, mesmo pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e o testemunho, de difundir o Evangelho em todo o mundo então conhecido.
……Como São Paulo, devemos ser atentos aos afastados, àqueles que não conhecem ainda Cristo ou, hoje, d’Ele se afastaram, não experimentando a misericórdia do Pai revelada pelo Filho. Será importante celebrar-se frutuosamente o Ano da Fé, pois este ajudará na configuração e re-encantamento com Cristo.
……O anúncio se faz caridade. “Ai de mim se não anunciar o Evangelho!”, diz o apóstolo Paulo. Estas palavras ressoam com força para cada cristão e para cada comunidade cristã em todos os lugares.
……São muitos os sacerdotes, religiosos, do mundo inteiro, muitos leigos e até mesmo famílias inteiras que deixam os próprios países, as próprias comunidades locais, e vão para outras realidades para testemunhar e proclamar o Nome de Cristo, no qual a humanidade encontra a salvação.
……Ser missionário, através dos Grupos de Famílias, por meio dos encontros que ao longo do ano, é deixar-se também capacitar para a inserção nos diferentes segmentos pastorais e, através deles, dinamizar a vida da Igreja e, ainda, impregnar de Deus a sociedade através da presença da Igreja, povo de Deus, na família, na escola, no trabalho, no lazer…

Rafael Uliano

SER PADRE POR CAUSA DE JESUS E DO EVANGELHO

15/02/2011


         

São João Maria Vianney - padroeiro dos padres

 

           O desejo de ser padre não é um desejo pessoal, subjetivo. Existem as motivações dos jovens que ingressam no seminário, mas de onde elas vêm? 
           Quando criança e coroinha na paróquia de meus pais, em Braço do Norte-SC, a motivação maior em ser padre era ser um homem como aquele que rezava missas na paróquia. O tempo passou e este grande incentivador vocacional Pe. Antônio Hemkemeier levou-me, juntamente com outros meninos, para conhecer o seminário. Foi uma experiência única o fato de estar num lugar sempre desejado: o seminário, para dali (depois de 12 anos) sair padre, como aquele que rezava missas em Braço do Norte.
           Ao ingressar oficialmente na casa de formação em Tubarão no dia 28 de fevereiro de 2001, os seminaristas daquele ano participaram de bonita celebração eucarística presidida pelo então bispo diocesano Dom Hilário Moser. Na homilia, disse mais ou menos isso: “se alguém perguntar para vocês por que querem ser padres, respondam: ‘por causa de Jesus Cristo e do Evangelho’”. 
           Essa frase de Dom Hilário ficou no coração daqueles 47 meninos que compunham o grupo de seminaristas menores no início de 2001. No meu, da mesma forma… Dali em diante fui entendendo a cada dia mais e mais o significado de ser padre por causa de Jesus e do Evangelho; e aquele pensamento de criança, desejosa de ser como uma outra pessoa adulta é, foi sendo refinado… Contudo, o primeiro amor nunca deve ser deixado de lado e assim, posso dizer que ainda hoje, decorridos 10 anos de formação, aquele desejo por celebrar a eucaristia está muito presente e permanecerá por todos os dias de minha vida. E isso é motivo de louvar a Deus, pois esse presente, o chamado, veio d’Ele.
           Contudo, o importante é ressaltar que nossos desejos infantis vão sendo depurados e, com a formação que recebemos, vamos percebendo que mais do que ser um a mais a rezar missas, atender confissões, assistir matrimônios, celebrar batizados, devemos ser padres “por causa de Jesus Cristo e do Evangelho”. Por causa de Jesus, fazendo aquilo que ele mesmo indicou: “Fazei isto em memória de mim”; por causa do Evangelho, recordando aquilo que São Paulo nos diz: “Ai de mim se eu não evangelizar”.

Rafael Uliano

TEM SENTIDO SEGUIR JESUS?

12/11/2010

         

Dois discípulos perguntam - Mestre, onde moras - São Pio: Cripta da Igreja inferior

          O seguimento está centrado no Cristo ressuscitado e pode acontecer de duas maneiras:
a) De tipo formal: imitar o Mestre;
b) De tipo real: viver o estilo de vida do Jesus histórico, assumindo como caminho, a proposta dele: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Esse é o seguimento que leva a viver o estilo de vida de Jesus Cristo, ancorado em sua história de modo concreto. É viver com Cristo e em Cristo, querendo estar em Sua presença, prolongando o mais possível suas palavras. Trata-se de um sentir-se pobre, vazio e incompleto sem Cristo, de modo a não sentir-se auto-suficiente. 
         A intimidade com Cristo não deve afastar o discípulo do compromisso com a história. Essa proximidade deve criar o desejo e a vontade de transformá-la, concretizando os ensinamentos do Mestre. A intimidade com Jesus é responsável pela perseverança e superação dos obstáculos que, inevitavelmente, surgem na vida do seguidor dele.
         O seguidor de Jesus não foge do humano, mas no humano realiza a sua experiência de fé. É esse o sentido de Cristo, que se encarnou e remiu a humanidade. O mistério do homem só se torna claro verdadeiramente à luz do mistério do Verbo encarnado.
         Seguir a Jesus não é imitá-lo puramente, mas é encarnar o sentido de seus atos, palavras e gestos no contexto novo da vida e da situação atual: é a fidelidade criadora.
         O seguimento, como resposta de fé, inaugura um processo na vida do seguidor: acertar seus próprios passos com os passos de Jesus. Como? Através da convivência com o Evangelho, onde são encontradas as opções de Jesus.

Rafael Uliano

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* Convido você para acompanhar na próxima semana, a conclusão da reflexão acerca desse tema.

MARIA, MULHER AMADA

09/10/2010

               

NOSSA SENHORA APARECIDA

               

              Existe motivação consistente para que os cristãos católicos amem Maria, mãe de Jesus. Todo ser humano é a soma do masculino e do feminino. Para o homem, a mulher não é motivo de tentação, mas é caminho de salvação; e vice-versa. Maria é admirada sobretudo por ser mestra do Evangelho. Ela o viveu de modo admirável.

               Há o costume de dirigir-se a Maria, mãe de Jesus com a expressão “Nossa Senhora”. Mas não existe apenas um Senhor? Pois bem: a palavra senhor é utilizada como um tratamento respeitoso. Na Idade Média, São Bernardo (séc. XII), percebendo que cada “senhor” apresentava sua “senhora”, lembrou-se de que Jesus, na cruz, deu a toda a humanidade uma “Senhora” para que a todos ela amparasse – sem qualquer conotação bíblica ou teológica, tratando-se de um título de devoção popular.

               Maria é amada pelo fato de ser presença na vida das pessoas. Em tempos de grande significado na história da humanidade, ela manifestou-se::

         * Em Guadalupe – México, em 1531, a aparição de Maria se dá diante de um índio, São Juan Diego, no grande contexto do aniquilamento destes, habitantes autóctones daquela região.
         * Em Aparecida – no Brasil em 1717, a mãe de Deus, negra, se revela a três pescadores, na conjuntura da marginalização dos negros e dos escravos.
         * Em Paris – na França em 1830, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa aparece a Santa Catarina Labouré dentro das relações de conflito geradas pela Revolução Francesa.
         * Em Lourdes, na França em 1858, Nossa Senhora aparece a Santa Bernardete Soubirous no contexto do liberalismo anticatólico, quando ela afirma: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
         * Em Fátima – Portugal em 1917, a Mãe de Jesus aparece a Lúcia, Jacinta e Francisco, no encadeamento do comunismo que levou às grandes perseguições religiosas, e o grande pedido da Mãe é que se reze.
              Existem outros relatos de aparições de Nossa Senhora e todos foram sinais da preocupação divina, manifestada por Maria, acerca dos acontecimentos que ameaçavam a vida humana e a fé cristã.

               Chama a atenção quando se fala que Maria apareceu em Aparecida. Na verdade , não apareceu, como disse em uma homilia no Santuário Nacional em Aparecida, Dom Hilário Moser: sua imagem foi encontrada nas águas do rio Paraíba. Esse fato, que parece muito simples e bastante conhecido é também um sinal: para encontrar Maria é preciso mergulhar na profundidade da fé.

                No Brasil, no dia em que se comemora a festa de sua Padroeira – 12 de outubro, comemora-se ainda o Dia das Crianças. Sorrisos lindos que enchem a todos de alegria: jovens, adultos e idosos… Quantos desses rostinhos poderiam não sorrir, se as mães tivessem optado pelo aborto.

                Maria é modelo de maternidade. A Maria dedicamos especial amor, imitação, respeito e confiança como seu Filho, Jesus, lhe dedicou. Jesus mesmo mostrou como lhe agradava a intercessão de Maria quando, por ocasião das Bodas de Caná, realizou o primeiro sinal, a pedido de sua Mãe (cf. Jo 2,1-11).

                                                        Rafael Uliano